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30 de julho de 2011

Admirador secreto...

"Eu amo vc". Assim, bem simples, foi o torpedo misterioso que fez o telefone dela bipar, sem número identificado. Ela sorriu. Ou era brincadeira ou, de fato, tinha um admirador secreto. Quem seria? Nada como um pequeno mistério para tornar mais saboroso o Dia das Mulheres. E que mulher não gosta de desvendar um mistério? "Eu sempre amei vc". Outro torpedo. Nossa. Alguém que sempre a amou. Agora, sim, intrigou-se. Alguém, que ela não sabia quem era, a amava. E ela? Amava alguém? Sua vida era dedicada ao trabalho, aos estudos e aos pais. "Eu sempre amarei vc. Não importa o mundo", outra mensagem. Pronto, agora ela não iria descansar até achar uma pista de seu Don Juananônimo e dar outro sentido à sua vida. E, quem sabe, ter alguém para amar.

Podia ser o colega de trabalho, o vizinho, alguém com quem cruzou o olhar na rua. Ou o antigo namorado..., hmm, será que seu beijo ainda tinha aquele sabor de "quero-mais"? Não, óbvio demais. Ela até que tentou esquecer do assunto. Claro que o fato de começar a usar roupas mais sexy, falar mais suave e caminhar elegantemente foram detalhes. E, sim, cuidar todo e qualquer movimento ou olhares dos seres masculinos ao seu redor . "Vc é linda", outra mensagem. "Nossa, ele notou". Danou-se. Agora, era ela quem estava apaixonada. Quem mandou mexer com o coração de uma mulher que estava quieta? Em breve, ele iria se revelar, marcar um encontro, mandar-lhe flores ou...outra mensagem. O celular bipou. "Oi, desculpe transtorno. Ignore mensagens anteriores. Número errado". Agora, mais do que nunca ela queria saber quem era o mensageiro. Só para matá-lo.

Conto publicado no jornal Expresso Ilustrado em 2006

 Fonte: Márcio Brasil

28 de julho de 2011

Fool's gold


Uma garota de 27 anos morreu vítima do vício em drogas, bebidas e todo o tipo de excessos. Nos últimos anos, seus familiares e amigos tentaram de tudo para ajudá-la. Acompanhamento psicológico, espiritual e até internações em clínicas de reabilitação (Rehab). Todos tentaram, mas ela não se ajudou. E, assim, Amy Winehouse morreu. Essa cantora inglesa, admirada por uma legião de fãs, vencedora de vários prêmios e elogiada pelos maiores artistas, sucumbiu aos vícios, indo do paraíso ao inferno (Back to Black). E não imaginava outra forma dela morrer que não fosse por overdose, já que ela ocupava muito mais as manchetes por conta dos vícios, do que por algum show. Tão talentosa, tão autodestrutiva. (Alcoholic Logic).

O que realmente me faz insistir em falar da morte desta cantora, assunto já tão debatido na imprensa, é de pensar que o seu exemplo se aplica a tantas outras pessoas, próximas ou distante, mas que de alguma forma se interligam às nossas vidas. Falo de jovens que, assim como Amy, tinham seus talentos, suas ideias, seus sonhos, suas famílias e que se perderam. Seres humanos que sucumbiram a algum vício, perderam sua saúde ou sua moral e que desabaram em alguns dos infernos na Terra, restando a tristeza para quem estava próximo ou de alguma forma interligado por meio do amor ou da dor. Não era fã de Amy Winehouse, mas gostava de suas músicas. E percebendo o talento que tinha, cabe refletir sobre suas atitudes imbecis. Não é sua morte que lamento, mas a sua vida desperdiçada. Servirá de exemplo? (Beat The Point To Death)...

2 de maio de 2011

Colorados festejam: "Atirei o pau no Grêmio e mandei tomar no cu"



Em vídeo gravado por Kamilla Souza, a torcida colorada toma as ruas de Santa Maria e festeja com muita empolgação a conquista da Taça Farroupilha. Em coro, todos cantam a música:

Atirei o pau no Grêmio
e mandei tomar no cu.
Ô gremista filha da puta.
Chupa rola e dá o cu
Olê, Inter. Até morrer!
Olê, Inter. Até morrer!


Confira o vídeo.

"Reblog" - Blog do amigo Márcio Brasil: http://marciobrasil7.blogspot.com/

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